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SINPRF-SP

Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de São Paulo

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“Tarados” PDF Imprimir E-mail
Seg, 19 de Julho de 2010 09:22

O número de “Tarados” na PRF vem diminuído nos últimos anos; fruto de descontentamento com os rumos da administração central, de desentendimento com a chefia imediata, ou simplesmente da desvalorização da carreira frente a outras estruturas da segurança pública em nível federal.

Quando entrei na Polícia, em 99, a cobrança por desempenho individual era algo diluído, difuso. Sabia que a Instituição esperava dos novos policiais algum nível de desempenho, que seria mensurado pela quantificação de nossas ações durante o plantão. Atendimentos a acidentes, fiscalizações, autuações. A idéia era que o servidor deveria trabalhar durante o seu plantão, cumprindo as suas atribuições. Era comum fecharmos um talão de multas em dois serviços de 12 horas cada um. E foi quando ouvi que eu era um “tarado”.

 

A alcunha é atribuída àquele que prefere ir parar um veículo a ficar em uma roda de conversa à beira da pista, que não deixa passar um motoqueiro que acha que passarela é viaduto para motos, que se entretém conferindo quantidades de produtos perigosos em notas fiscais, que durante o plantão ve o uniforme molhar e secar no corpo, resumindo, àquele que cumpre suas atribuições. O que acontece é que cada vez menos temos visto colegas que conseguem separar a PRF dos PRFs, que sabem que a polícia merece nosso esforço mesmo que muitos dos atuais colegas e administradores talvez não mereçam.

 

Nesta semana estive na 4ª Delegacia – Itapecerica da Serra/SP e pude conversar com um colega “tarado”. Eu não sei se colega esta feliz com os rumos do Departamento, se ele esta satisfeito com a administração do Policial Rodoviário Federal Baccaro, Chefe da 4ª Del., se ele acha adequado o apoio da estrutura administrativa da Sede; o que sei é que ele não parou de trabalhar, que ele tem se aperfeiçoado e continua trabalhando, que tem feito a sua parte com competência e esmero. Continua “tarado”.

 

Por vezes parar de trabalhar é a única forma de pressionar por mudanças, mas o mecanismo para isso é a Greve e não a silenciosa acomodação.

 

Durante um movimento grevista paralisamos as atividades dentro dos limites legais e colocamos claramente nossas reivindicações, mas na acomodação o que conseguimos é simplesmente mostrar que podemos ser tão ruins quanto aqueles que maldizemos. Diz o vulgo que quem não é parte da solução é parte do problema. Se por vezes achamos que nossa Instituição tem agido de forma incompetente não podemos ser mais um agente desta incompetência, nossa missão é ser parte da solução.

 

O SINPRF-SP vai ser sempre o primeiro a estar ao lado do PRF para cobrar da administração, seja ela a chefia local seja ela o Ministro da Justiça, as condições ideais de trabalho, salário e segurança, a que temos direito, e queremos que ele continue a ter direito não se entregando à apatia que pode advir da longa jornada que representa esta luta.

 

 

Saudações sindicais,

Otávio Oliveira.

 

Última atualização em Seg, 19 de Julho de 2010 17:45
 
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